Enquanto isso, na Sala da “Justiça”…

“Esperar é desmentir o futuro” (Emil Cioran)

E parece ser tudo o que acontece em General neste momento: a Libertadores, os estaduais, o próximo solstício, a passagem do cometa Haley…

Sou um pouco mais otimista em relação das necessidades da equipe: um zagueiro, um meio bom e um atacante.

Quanto aos nomes que são especulados e nunca anunciados, a maioria é aposta, alguns são bons e nenhum é de fechar o aeroporto.

Pronto, tá dito.

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Que Sejam Bons os Ventos das Arábias

Eis que já é conhecido o nome do novo comandante do Glorioso: Caio Júnior.

Abrindo o histórico do treinador, quando ainda trabalhava em solo nacional, tem-se a esperança de que a equipe jogue em um 4-4-2, muito mais bem articulado (e sem aquelas “ligações diretas”) que o escrete de Joel Santana. Para ser mais exato, espero a formação em 4-1-2-1-2: Um cão de guarda em frente à linha de zaga – arriscaria ser o Cacha -, dois “centro-médios” (vulgo “volantes modernos”) – Marcelo Mattos e Bruno Tiago, um armador com mais liberdade (Everton, lançado pelo nosso novo técnico, no Paraná Clube) e dois atacantes.

Creio que este esquema seja a cara de Caio Jr, além de sensivelmente mais ofensivo que o de Joel Santana.

Há outro ponto a ser  destacado: além de ser um profissional dedicado, não tem a imagem de “paizão”, simulacro inerente à personalidade de seu antecessor.

Que bons ventos soprem Caio das Arábias para General Severiano.

Abraços, Saudações Alvinegras!

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O Caixa de Marechal Hermes

Não vivo no Rio; portanto, não posso acompanhar o Glorioso de perto, ao menos não tanto quanto gostaria: visitando General Severiano ou assistindo os jogos in loco. O que me resta são notícias. Destas, a que chama a atenção nesta terça-feira é o empréstimo do jovem Gerson ao PSV da Holanda.

Não há dúvidas de que se trata de uma boa vitrine para o excelente mercado europeu. O negócio não envolverá valores para o clube de Eindhoven, que poderá obter o jogador em definitivo em junho, quando o atual contrato se finda. O ponto da questão é que simplesmente não vimos o jogador em atividade no Botafogo. O goleiro Luís Guilherme, que freqüentou seleções de base, também pode sair da mesma maneira.

Às vezes tenho a impressão de que o Joel não tem tanto tato com nossas promessas; prefere escalar jogadores mais “rodados” improvisados em posições nas quais há jovens no elenco para a posição. E mais: continua a colocar jogadores não tão qualificados em campo antes mesmo de ter uma impressão mais firme a respeito dos nossos garotos. Bruno Tiago freqüentava o banco na temporada passada, sem ao menos ter uma chance, enquanto o Fahel desfilava sua categoria no gramado; esse ano entrou e não saiu mais do time. Em contrapartida, bastou o Alessandro fazer uma boa partida para o “Papai” sacar o ótimo Lucas da lateral direita. E o Lucas Zen, que tão boa impressão deixou, nem entrou ainda.

Torço para que sejam apenas impressões, apesar de elas se firmarem cada vez mais na minha cabeça: para que o nosso amado Glorioso não desperdice talento nem dinheiro com negociações negligentes e apressadas.

Saudações alvinegras.

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O Clássico Vovô Cardíaco – 6/02/2011

Antes de mais nada, que jogo fez o Cajá. Lembrou-se daquele mesmo meia que encantou na Ponte Preta: rápido, audacioso nos tiros de longa distância e cirúrgico nos passes. Ele que, no início da temporada, teria dito que este ano seria diferente, não vinha realizando apresentações para encher os olhos. Conca, enquanto apagado no clássico, parece ter sido mesmo a inspiração de Renato, como nos contavam as notícias vindas de General Severiano durante a semana.

Agora, o senhor responsável pela lei das quatro linhas perdeu o comando já na primeira etapa, quando o placar já indicava 1 a 1, na falta de Valencia em Herrera. Para ser honesto, não vi a infração: vi o argentino valorizando um choque que não aconteceu. Atendo-se à premissa de que ocorreu o toque, o cartão fez-se necessário. Pouco depois, e possivelmente sabendo da não-falta que resultou na expulsão do volante tricolor, o caminho da perdição de Gutemberg de Paula abriu-se e, num lance de cartão amarelo com Conca, o árbitro expulsou também Marcelo Mattos. Nestes idos, Fred e Loco já pressionavam a nefasta direção tomada pelo quinteto de preto. Neste meio tempo, Cajá mandou outra sapatada da intermediária: a bola bateu no travessão e quicou no gramado. Se o gol aconteceu, foi por muito pouco, e pode-se isentar o juíz neste ponto.

Ainda no primeiro tempo, falta para o Fluminense que sequer existiu, daí a falta de necessidade da conclusão do toque ou não de Fred na bola.

Intervalo e momento pra acalmar os pulmões e a pressão sanguínea. Fluminense 2×1 Botafogo.

Recomeçado o espetáculo, pênalti para o Glorioso. E foi, não há dúvidas: Rafael Moura montou em Loco. Na cobrança Abreu pagou pela ousadia e o goleiro foi frio em ficar no meio do gol. Cavadinha sem gol.

Na sequência, outro pênalti para o Botafogo. Houve o empurrão de Edinho? Sem dúvidas, mas foi muito mais o pisão que deu na bola Bruno Tiago que o fez desequilibrar-se na jogada. Novamente Loco na cobrança, uma cavadinha menos ousada, no canto, e desta vez o empate.

Aos 18, em contra-ataque, Cajá (o nome do domingo no Engenhão) esticou preciso passe para Herrera que, bem ao seu estilo sem floreios e complicações, rematou por cima do goleiro tricolor.

A partir de então, como de perigosa praxe alvinegra, pôde-se desfrutar, aos sustos, o talento de nosso arqueiro. Como diria La Fontaine: “Nenhum caminho de flores conduz à glória”. O alvinegro também ainda levaria perigo à meta de Cavalieri.

Fim do jogo: Fluminense 2×3 Botafogo.

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Um Monstro

Saudade do Castillo?

Um monstro. O que o Jefferson vem fazendo no Botafogo é brincadeira. Sem ele no time tenho certeza que iríamos nos complicar nesses jogos fáceis. É verdade que nosso ataque vem jogando bem e fazendo os gols quando preciso, contudo sem a segurança do nosso goleiro não acho que estaríamos 100% até aqui na Taça Guanabara. Nossa zaga está frouxa e desorganizada, sem posicionamento e completamente perdida em alguns lances e isso têm dado um trabalho danado pro nosso goleiro. Basta ver os melhores momentos dos quatro jogos iniciais do campeonato pra ver a quantidade de defesas que o Jefferson foi obrigado a fazer. Alguns irão me questionar e dizer que goleiro serve pra isso mesmo. Concordo em certa parte com o argumento, mas reforço que nossa defesa tá uma baba. Tá fácil atacar o Bota, principalmente pelos lados nos espaços deixados pelos nossos laterais. Sei que ainda tem meio time titular de fora da equipe, alguns por motivos médicos outros por falta de resolução burocrática, e certamente com todos à disposição o Botafogo ficará ainda mais forte. Com todos jogando é muito provável que o time mude de cara e até mesmo de formação, forçando na marra a mudança do imutável esquema de jogo do Joel. Com esse time na mão ainda acho que o Joel irá precisar de mais uma única peça para o time: um zagueiro dos bons, referência, cherifão. Mesmo gostando o futebol do Antônio Carlos e do Fábio Ferreira (o João Felipe tá se firmando e o Márcio Rosário é estabanado), acho que o Botafogo precisa de um cara pra tomar conta da pequena área alvinegra, seja num 3-5-2 ou num 4-4-2.

Agora façam um exercício de reflexão. Jefferson no gol, merecidamente goleiro de seleção e na minha opinião o melhor jogador do time. Um zagueiro de alto nível (o que ainda precisamos). Márcio Azevedo na lateral. Sei que ainda não estreou, mas boto muita fé neste cara. Marcelo Mattos de volante, jogador que caiu como uma luva pro time e fundamental no meio campo, basta lembrar dos números do Bota com ele e sem ele no ano passado. Maicosuel alimentando o ataque, em forma é o diferencial no meio do time. E Loco lá na frente.  Ta aí galera, o esboço do time que irá incomodar muito neste campeonato. Pra completar este time escalaria ainda: Lucas, Antônio Carlos, Arévalo, Everton e Herrera. Caio e Alessandro pro segundo tempo.  Fui!

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Enfim, esperança de bons laterais…

Pra dar sorte

Confesso estar ansioso pra ver jogando a dupla Márcio Azevedo e Lucas no Botafogo. Há tempos que sofro com os laterais que passaram pelo time, isso sem esquecer nosso “presidente” Alessandro. Joilson, Triguinho, Thiaguinho, Marcelo Cordeiro só pra relembrar as mais recentes amebas.

Acho que esses dois jogadores, em especial o Márcio Azevedo, vão dar caldo no Bota. O MA eu vi jogar diversas vezes aqui no Campeonato Paranaense e nos dois últimos anos virei fã do jogador. Rápido, driblador e desinibido. Sempre pensei que poderia dar certo no Botafogo. Tomara que eu esteja certo. Desculpem a comparação, mas ele me lembra o próprio Alessandro na época em que foi campeão brasileiro no Atlético/PR e chegou à seleção brasileira.

O Lucas eu gostei da velocidade e da precisão nos cruzamentos. Duas características básicas de qualquer lateral desde que futebol é futebol, contudo inexistentes em laterais do Botafogo nos últimos anos. Se não comprometer na marcação, Lucas pode destituir facilmente o “presida” da lateral-direita.

Baseando-me no inabalável esquema do Joel sei que os volantes terão que cobrir muitos espaços deixados pelos laterais, mas com Marcelo Mattos e mais um acredito que resolve o problema. Resta saber quem é esse mais um. Aposto no Arévalo quando entrar em forma.

Então que venha logo sábado pra vermos o Márcio Azevedo e Lucas juntos. Esses dois bem entrosados no time podem dar certo e nos trazer muitas alegrias. O primeiro grande teste será no clássico contra os tricoletes. Boto fé no Bota em 2011. Acho que estamos um pouco devagar, mas no caminho certo.

 

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O presidente e sua montada

“Quem deseja ir longe poupa a montada.”

A frase acima é do poeta francês Jean Racine, mas parece enquadrar-se perfeitamente à moldura administrativa do Botafogo de Futebol e Regatas. Vários alvinegros mostram-se contrários a essa política; dizem ser um retrocesso na história do clube, que o Botafogo é maior que isso. Concordo somente com o último ponto.

O caminho traçado por Assumpção é o mais longo e seguro para a estrada dos louros: se as pernas do Botafogo podem somente dar esses passos por enquanto, que sejam então passos bem firmes. E a questão do retrocesso, qual seria? Quando assumiu, a equipe contava com alguns gatos pingados, o clube quase inexistia enquanto estrutura, a base parecia estar perdida no limbo. Pois bem, agora temos excelentes jogadores no elenco, entre os quais possíveis futuros ídolos, o clube é reestruturado a cada dia que passa e a base parece ter voltado à vida. Projetos são erigidos não pela paixão desenfreada, mas sim prudência objetiva.

É o ideal? Não. Mas estamos mais próximos a ele do que nossos maiores rivais, ao que me parece. Arriscaria até dizer que a equipe de 2007 era melhor do que esta que temos hoje, mas o buraco deixado no orçamento do clube também era muito maior. Porém o Botafogo de 2011 é muito maior do que o visto nas últimas décadas.

Retrocesso seria querer, novamente, dar passos maiores do que as pernas podem dar, montar esquadrões e desmontar a entidade. Até porque a estrada dos louros não é tão facilmente alcançada quanto querem acreditar nossos correligionários.

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