O Clássico Vovô Cardíaco – 6/02/2011

Antes de mais nada, que jogo fez o Cajá. Lembrou-se daquele mesmo meia que encantou na Ponte Preta: rápido, audacioso nos tiros de longa distância e cirúrgico nos passes. Ele que, no início da temporada, teria dito que este ano seria diferente, não vinha realizando apresentações para encher os olhos. Conca, enquanto apagado no clássico, parece ter sido mesmo a inspiração de Renato, como nos contavam as notícias vindas de General Severiano durante a semana.

Agora, o senhor responsável pela lei das quatro linhas perdeu o comando já na primeira etapa, quando o placar já indicava 1 a 1, na falta de Valencia em Herrera. Para ser honesto, não vi a infração: vi o argentino valorizando um choque que não aconteceu. Atendo-se à premissa de que ocorreu o toque, o cartão fez-se necessário. Pouco depois, e possivelmente sabendo da não-falta que resultou na expulsão do volante tricolor, o caminho da perdição de Gutemberg de Paula abriu-se e, num lance de cartão amarelo com Conca, o árbitro expulsou também Marcelo Mattos. Nestes idos, Fred e Loco já pressionavam a nefasta direção tomada pelo quinteto de preto. Neste meio tempo, Cajá mandou outra sapatada da intermediária: a bola bateu no travessão e quicou no gramado. Se o gol aconteceu, foi por muito pouco, e pode-se isentar o juíz neste ponto.

Ainda no primeiro tempo, falta para o Fluminense que sequer existiu, daí a falta de necessidade da conclusão do toque ou não de Fred na bola.

Intervalo e momento pra acalmar os pulmões e a pressão sanguínea. Fluminense 2×1 Botafogo.

Recomeçado o espetáculo, pênalti para o Glorioso. E foi, não há dúvidas: Rafael Moura montou em Loco. Na cobrança Abreu pagou pela ousadia e o goleiro foi frio em ficar no meio do gol. Cavadinha sem gol.

Na sequência, outro pênalti para o Botafogo. Houve o empurrão de Edinho? Sem dúvidas, mas foi muito mais o pisão que deu na bola Bruno Tiago que o fez desequilibrar-se na jogada. Novamente Loco na cobrança, uma cavadinha menos ousada, no canto, e desta vez o empate.

Aos 18, em contra-ataque, Cajá (o nome do domingo no Engenhão) esticou preciso passe para Herrera que, bem ao seu estilo sem floreios e complicações, rematou por cima do goleiro tricolor.

A partir de então, como de perigosa praxe alvinegra, pôde-se desfrutar, aos sustos, o talento de nosso arqueiro. Como diria La Fontaine: “Nenhum caminho de flores conduz à glória”. O alvinegro também ainda levaria perigo à meta de Cavalieri.

Fim do jogo: Fluminense 2×3 Botafogo.

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Uma resposta para O Clássico Vovô Cardíaco – 6/02/2011

  1. Tiza disse:

    Concordo com a ideia do Cajá ser o homem do jogo, contudo senão fosse o Jéferson nós não estaríamos comemorando. O time encaixou ontem, e mesmo a defesa tão criticada nos últimos jogos funcionou neste contra os tricoletes. Mas ainda acho que o Lucas deveria ser titular neste time mesmo Alessandro tendo atuado bem ultimamente (a balança de lambanças ainda pesa). Agora é esperar o Arévalo entrar em forma pra ficar no lugar do Bruno Thiago, que aliás tá jogando bem, carregando o piano, deixando o Somália no banco e mandando o Fahel pra casa assitir o jogo de chinelo (você viu que nem no banco ele ficou?). Assim, com o time jogando desta maneira, já tenho esperanças no Botafogo 2011, e isso que nem Maicosuel e Fábio Ferreira voltando pro time. É mermão, nuvens dissipam-se em General Severiano…

    PS. Se a arbitragem não atrapalhar a TG é do Fogão.

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